quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DEPOIMENTOS SOBRE LEITURA


Falar em leitura é pensar em alguns títulos que parecem não saírem da memória: "Caminho Suave", "Série Vagalume", "Poliana", "Meu pé de laranja lima"...

Falar em leitura é pensar em minha mãe que não abria mão do estudo das filhas. Ela diariamente nos contava histórias ( na época em casa não tínhamos os clássicos infantis. Que pena!!!) e nos questionava sobre a rotina da escola, as atividades, os deveres de casa... Colocava-nos em horário de estudo, com ou sem tarefa.

Já na escola, eu era encantada com a professora. Ah! Como eu gostava das leituras que ela fazia de um livro (hoje não me lembro mais o título), porém recordo-me bem de ficar sentada ouvindo e imaginando as coisas (que ela lia) acontecendo. Lembro-me de um mundo encantado... (Foi numa dessas leituras que descobri que o "corgo" do qual meu avô tanto falava, na verdade chamava-se "córrego").

Hoje não leio tanto quanto deveria, nem gostaria; porém, não deixo de manter uma leitura por fazer. Sempre inicio um novo livro, no qual por vezes leio mais rápido e outros, demoro um pouco mais.

ProfªSandra Cristina Aléssio

                                                                         

O início de tudo

Na minha infância não tinha livros na minha casa, contudo eu era uma frequentadora assídua da biblioteca da minha escola. A minha primeira leitura foi na cartilha caminho suave, quando fui alfabetizada , li a cartilha todinha e sempre voltava a ler. Na biblioteca da escola tinha a série vagalume completa, não tinha muitos exemplares tínhamos que aguardar a devolução, ficava ansiosa aguardando que outro aluno devolvesse para que eu pudesse ler. Li a coleção completa.

Tinha comigo a paixão pelos livros, não me lembro de nenhum professor que tivesse me proporcionado horas de leitura ou indicação de algum livro, isso foi no ensino fundamental e médio, mas antes de chegar à oitava série já havia lido muitos livros. Era fã incondicional ,continuo sendo, de Jorge Amado,Fernando Sabino,José de Alencar e José Mauro de Vasconcelos.

Na década de 70, O meu pé de Laranja Lima era um Best seller , é muito difícil alguém de 70,80 não se lembrar de ou não ter lido uma obra de José Mauro de Vasconcelos. Esse livro li quando tinha 10 anos, foi uma obra que me tocou profundamente, quantas lágrimas derramei ao ler sobre a noite de natal de Zezé e Luizinho, sobre a morte do Portuga. Só mais tarde viria compreender o porquê do choro, pois a literatura tem uma função catártica, a minha vida era uma extensão da vida sofrida Zezé.

No ensino superior tive uma professora inesquecível, Hayde, sempre com um livro às mãos, indicava obras; parecia ter Os Lusíadas de cor na memória, lia com tanta paixão que instigava os alunos a ler a obra por completo. Desde então me apaixonei por literatura e nunca mais deixei de ler. A leitura exerce sobre mim uma função catártica, um alívio pra dor da existência, uma compreensão do eu, uma compreensão do outro. A leitura humaniza as pessoas, tornando-as mais sábias, mais tolerantes.

O gosto por escrever veio depois, primeiramente o prazer da leitura, depois a vontade de criar ,de escrever ,entretanto confesso que muito mais do que escrever, prefiro a leitura de bons livros, contudo se hoje tenho ideias para produção e reflexão de textos, sem dúvidas são frutos das leituras que fiz ao longo da minha vida. 

                                                                                                          Profª Noemi Medeiros Bernardes

 

A Sala de Leitura

       Sou professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, mas este ano estou trabalhando na sala de leitura.

       As vezes me sinto uma mera bibliotecária que tem apenas a função de orientar os alunos em relação aos livros que a escola possui.Só que a sala de leitura não foi criada para isso. Ela foi criada para auxiliar os professores em seus projetos e vice versa.

      Fico triste quando um aluno chega lá na sala de leitura e eu peço para fazer um projeto da mesma e eles me perguntam : "Vai valer nota?". Eu, professora da sala de leitura não tenho o poder de dar nota e me pergunto: "Por que eles se prendem tanto a nota?"

                                                   Profª Mariana Cristina Blaia